31 de agosto de 2014

25 de agosto de 2014

Pesquisadores encontram objeto de metal mais antigo do mundo em Israel

Com 4,1 cm, o objeto foi encontrado em uma sepultura junto a uma mulher em Israel
   Um furador de cobre é o objeto de metal mais antigo já encontrado por pesquisadores no mundo. Com 4,1 centímetros de comprimento, 5 mm de largura em sua base e apenas 1 mm de largura em sua ponta, em forma de cone, ele foi encontrado na sepultura de uma mulher que tinha cerca de 40 anos no momento de sua morte, em um sítio arqueológico em Tel Tsaf, próximo ao rio Jordão, na fronteira entre Israel e Jordânia.
   Descoberta em 1950, a área foi um vilarejo entre 5.100 a.C. a 4.600 a.C.. No final da década de 1970, os cientistas iniciaram escavações que perduram até os dias de hoje. No local, os pesquisadores já encontraram itens feitos de obsidiana, um vidro vulcânico com origens na Anatólia ou da Armênia, bem como conchas do rio Nilo e cerâmica da Síria ou da Mesopotâmia.
   O sítio arqueológico de Tel Tsaf possui construções feitas de tijolos de barro e um vários silos que poderiam armazenar entre 15 e 30 toneladas de trigo e cevada, numa escala sem precedentes para o antigo Oriente Médio. Em outras palavras, evidências sugerem que esta comunidade era um rico centro internacional de comércio.
   O artefato encontrado nas escavações foi acoplado a um cabo de madeira. Por ter sido enterrado no túmulo de uma mulher, os cientistas presumem que pode ter pertencido a ela. "A aparência do item no túmulo da mulher representa um dos enterros mais elaborados que já vimos nessa região a partir dessa época e atesta que tanto o furador quanto a mulher tinham certa importância nessa sociedade. É possível que estejamos diante das primeiras indicações de hierarquia social", afirmou Danny Rosenberg, coautor do estudo e arqueólogo da Universidade de Haifa, em Israel, em um comunicado.
   Antes dessa descoberta, as primeiras evidências para o uso de metal no antigo Oriente foram achadas em artefatos feitos de cobre encontrados na caverna Nahal Qanah, entre 4.500 a.C. de 3.800 a.C..
   O furador sugere que as pessoas da região começaram a usar metais antes de 5.100 a.C.,  ou seja, séculos mais cedo do que pensavam os cientistas. A análise química do cobre também revelou que ele provavelmente veio de cerca de 1.000 km de distância, da região do Cáucaso. A descoberta sugere que as pessoas desta área originalmente importavam artefatos de metal e só mais tarde começaram a produzi-los localmente.
   "A descoberta sugere que as pessoas de Tel Tsaf exerceram ou, pelo menos, tinham familiaridade com tecnologia avançada, metalurgia, centenas de anos antes da disseminação de artigos de cobre de Nahal Qana", afirma o pesquisador.
   Os cientistas detalharam suas descobertas no dia 26 de março na revista PLoS ONE.
Fonte: http://noticias.uol.com.br

4 de agosto de 2014

Documentos Processo Seletivo PET-EQ 2015

Importante!

Para fazer sua inscrição no Processo Seletivo 2015 do PET EQ você deve preencher a Ficha de Inscrição (link abaixo) e junto com ela entregar na sala do PET (Sala 12B Bloco E46) os seguintes documentos:
- Cópia do RG, CPF e RA;
- Currículo e;
- Notas DAA.

Link Ficha de Inscrição:
https://www.dropbox.com/s/x8tsbq5k9upcd8d/Ficha%20de%20inscric%C3%A3o%20-%20sele%C3%A7%C3%A3o%202015.pdf

Lembrando que o processo seletivo é exclusivo para alunos do 1 ano de Eng. Química da UEM.

Qualquer dúvida procure pelos integrantes do grupo!
Esperamos por vocês!

28 de julho de 2014

PROCESSO SELETIVO 2015


A partir da semana que vem estarão abertas as inscrições para o Processo Seletivo do PET EQ para ingresso em 2015. O processo é voltado somente para graduandos do 1 ano de Engenharia Química da UEM.
Não perca essa oportunidade!

Ainda tem dúvidas? 

Será realizada uma palestra de abertura no dia 5 de agosto (próxima terça-feira) no auditório do D67 onde serão passadas informações a respeito de como o grupo PET-EQ trabalha além de mais detalhes sobre o processo seletivo.

Contamos com sua presença!
Venha nos conhecer!




2 de julho de 2014

Afinal, o que é um engenheiro químico?

 Os estudantes da Universidade de Minnesotta oferecem-nos as seguintes opções:

(a)    Um engenheiro que fabrica produtos químicos
(b)    Um químico que trabalha em uma fábrica, ou
(c)    Um glorioso encanador?

A resposta, como pode-se imaginar, é nenhuma das alternativas. Então, para respondermos à pergunta (do título) em uma única frase, e com certo grau de arrogância, poderíamos dizer que o engenheiro químico é uma espécie de “engenheiro universal”. Por possuir uma sólida formação em matemática, física, mecânica dos fluidos, transferência de calor e de massa, termodinâmica e cinética química e, sobretudo, devido à sua forte interação com os processos oriundos da aplicação da química, está apto a abordar um número mais diversificado de problemas do que os engenheiros mecânicos, civis e eletricistas. Estes problemas certamente vão muito além do que a palavra “químico” sugere no termo “engenheiro químico”. Em suma, o engenheiro químico é um profissional capaz de abordar e resolver problemas de engenharia onde aspectos físicos, químicos, e físico-químicos são relevantes tanto em termos de processo quanto de produto. Muito amplo? Bem, é por isso que somos “universais”.

Recentemente, o American Institute of Chemical Engineers (AIChE), compilou uma lista das “10 Maiores Conquistas da Engenharia Química” deste século. Entre os produtos envolvidos nesta lista, alguns constituem verdadeiros triunfos da humanidade:
  
1. Isótopos radioativos: Sua separação e desintegração permitem que sejam utilizados amplamente na medicina para monitorar o funcionamento do organismo, identificar artérias e veias bloqueadas, identificar mecanismos metabólicos; são ainda utilizados por arqueólogos para datação de artefatos, entre outras aplicações.

2. Plásticos: Foi somente com a contribuição da engenharia química do Século 20 que se viabilizou a produção em massa e econômica de plásticos. Desde a baquelite (em 1908) até os plásticos modernos, foi essencial o desenvolvimento de operações unitárias para a produção de plásticos em larga escala.  

3. Artefatos biomédicos: O conceito de operações unitárias foi também decisivo para o sucesso de órgãos artificiais (rins, corações, etc) e implantes, além do desenvolvimento de artefatos terapêuticos e de diagnóstico.

4. Medicamentos: Desde a descoberta da penicilina, em 1929, foi essencial a participação da engenharia química no aumento do rendimento para a produção em massa de antibióticos e outros medicamentos a custos relativamente baixos. É indispensável a participação do engenheiro químico na produção de fármacos em escala comercial.

5. Fibras sintéticas: A utilização de fibras sintéticas na produção de colchões, travesseiros, meias de nylon, coletes a prova de balas, e uma infinidade de outros artigos de uso cotidiano, permitiu a substituição do algodão e da lã, tornando a nossa vida mais confortável e atraente.

6. Gases puros: A liquefação do ar a 160ºC abaixo de zero permite a separação de seus componentes. O nitrogênio é utilizado na recuperação de petróleo, congelamento de alimentos, produção de semicondutores e como gás inerte em várias reações; o oxigênio é utilizado na fabricação do aço, na soldagem de metais, e em aparelhos de respiração artificial, entre outras aplicações.

7. Conversores catalíticos: O desenvolvimento de conversores catalíticos automotivos e o aumento da octanagem da gasolina são dois bons exemplos de como os engenheiros químicos contribuem para a redução dos problemas ambientais gerados pela vida moderna. Através de técnicas apropriadas, a redução da poluição é também alcançada com a substituição de compostos naturais por compostos sintéticos, através de processamento mais eficiente e tecnologias de reciclagem.

8. Fertilizantes: A produção de fertilizantes é uma das grandes conquistas da humanidade. A necessidade de se fixar o nitrogênio do ar e da incorporação do potássio e do fósforo na composição de produtos adequados ao solo permitiu um aumento sem precedentes na produção de alimentos, sem o qual o crescimento populacional humano teria sido freado pela escassez ou insuficiência de alimentos.

9. Produtos petroquímicos: O desenvolvimento do craqueamento catalítico, que permite a quebra de compostos oriundos do petróleo em moléculas básicas viabilizou a produção em larga escala de gasolina, óleo diesel, óleos lubrificantes, borracha e fibras sintéticas. A tecnologia petroquímica transformou a vida moderna e permitiam a fabricação a baixo custo de inúmeros bens duráveis e de consumo.

10. Borracha sintética: A produção de borracha sintética, bem como a de combustíveis líquidos, constituiu-se em um fator de fundamental importância na Segunda Guerra Mundial. O destino da humanidade poderia ter tido outro desfecho não fosse pela capacidade de se produzir pneus e outros artefatos de borracha. Nossos meios de transporte dependem muito das borrachas sintéticas, sejam automóveis, ônibus ou caminhões, ou mesmo aviões, bicicletas e patins, sem contar o tênis nosso de cada dia.